História de Escritora


Olá! Meu nome é Soraia Ferreira e sou escritora há 13 anos. Hoje venho compartilhar um pouco da minha história com vocês.

Sempre sonhei em ser professora. Quando passei no concurso, ingressei na faculdade de Letras, certa de que aquele era o meu caminho. Mas a vida, com sua sabedoria silenciosa, tinha outros planos para mim.

Após a graduação, mergulhei em novas formações: estudei danças orientais (ventre e cigana), fiz mestrado em Reiki e me formei em Yoga. Comecei ensinando dança, mas a escrita — que sempre viveu em mim — voltou a me chamar.

Escrevo desde pequena: cartas, poemas, dedicatórias. Mas nunca imaginei que me tornaria escritora. Quando namorava (meu namorado é hoje meu marido), escrevia poemas, dedicatórias, músicas — mesmo sem saber cantar — e passava horas criando histórias e copiando desenhos dos meus personagens favoritos, como Sailor Moon, Guerreiras Mágicas e Sakura. A arte sempre esteve presente.

Quando me casei, escrevi meu primeiro livro: O Vilarejo, meu grande xodó. Lancei a obra em 2011 por uma editora, pois ainda não conhecia profundamente o mercado literário. Após algumas insatisfações, em 2012 decidi trilhar o caminho da autora independente.

Foi trabalhoso? Sim.
Mas também libertador.

Passei a ter autonomia sobre minhas criações — inclusive sobre as capas, que hoje eu mesma pinto. A capa de O Vilarejo não foi criada por mim, mas a partir do segundo livro enfrentei o medo, confiei no meu talento e assumi também essa parte artística do processo.

Em 2018, lancei A Origem Gaya e as Primeiras Civilizações. É um romance, mas com uma proposta completamente diferente do primeiro livro — com traços de ficção científica, enquanto O Vilarejo carrega uma atmosfera espiritual e sensível.

Em 2020, publiquei Aquamaran, continuação de A Origem. E em breve estarei lançando a finalização desse projeto.

Minha jornada continua nas feiras literárias. Já participei de diversos eventos para divulgar meus livros, mas acredito que as feiras de livros são as mais potentes, pois o público já está voltado para a literatura.

Não escondo: enfrento muitas dificuldades na divulgação e nas vendas. O mercado editorial é caro, e muitas vezes as pessoas não compreendem o valor real de um livro independente. Ainda assim, sigo firme.

Como disse um colega escritor:
"Só permanece no ramo literário quem ama escrever."

E é por amor à minha arte que continuo.

Este ano inicio novas parcerias, pois compreendi que caminhar junto é essencial. No mercado literário, conexões são fundamentais. Sozinhos, o caminho se torna mais árduo — a menos que se tenha grandes recursos para investir.

Por isso, deixo um conselho:
Dividam stands, unam-se a outros autores, construam redes. Juntos somos mais fortes.

A minha jornada continua.
E a escrita segue sendo minha missão.

Soraia

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