Quando a Essência Silencia, Mas Não Some
O ano começou esquisito, complicado, exigindo mais maturidade e mais responsabilidade. Em meio a tantas exigências, tenho buscado minha essência, pois temo perdê-la — embora saiba que, modificada, ela já esteja.
A alegria e a paz que eu sentia antes deram lugar à ansiedade e ao medo, sentimentos difíceis de atravessar. A atividade física me ajudou, por um tempo, a diminuí-los; porém, agora, diante de uma parada forçada, encontro-me em um momento de confusão.
Será este mais um ano de processos improváveis de amadurecimento, como tantos que venho vivendo nos últimos anos?
Eu nutria uma leve esperança de que este ano resgataria minha essência de alegria e confiança. No entanto, o início se mostra desafiador e me pede calma e paciência — sentimentos nobres que antes me faltavam e que hoje se fazem presentes, talvez como um presente da chegada aos 40.
Ainda assim, a cada lágrima e a cada momento difícil, olho para o lado e reconheço os frutos da vida que construí ao longo dos anos. É neles que me apoio, firme, para sustentar a esperança de dias melhores. E, aos poucos, percebo que minha essência continua aqui: apenas adormeceu por alguns anos, até que eu encontrasse o caminho de volta para cultivá-la com mais consciência e cuidado.
Soraia F. Navarro



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