Nos preparar para a morte deveria ser algo natural…
como estudar, trabalhar, construir planos.
Mas não é.
A verdade é que não nos preparamos.
Talvez porque, no fundo, criamos crenças silenciosas —
como a de que certas pessoas são eternas.
Eu mesma acreditava, de alguma forma,
que minha tia, minha mãe, minha avó… eram imortais.
Mas não somos.
E, por isso, eu evitava esse assunto.
Não queria pensar. Não queria sentir.
Só que a morte chega.
E, muitas vezes, chega quando não estamos prontos —
nem emocionalmente, nem financeiramente.
A morte virou comércio.
A vida virou comércio.
Até os relacionamentos, às vezes, se tornaram trocas vazias.
E é nessas horas que a gente para…
e pensa nas coisas simples.
Nos cuidados que deixamos de ter.
Nos sinais que ignoramos.
No tempo que achamos que ainda existia.
E então vem o peso.
Porque a morte é a única certeza.
E, ainda assim, é a única coisa que fingimos não ver.
Nada te prepara de verdade.
O sentimento é só seu.
A dor… ninguém divide completamente.
E, de repente, você precisa ser forte.
Precisa resolver coisas que antes eram responsabilidade de
“outros adultos”…
aqueles que pareciam maiores, mais preparados.
Mas agora… é você.
E não é fácil.
O luto permanece.
As decisões chegam.
A vida continua — mesmo quando tudo dentro de você ainda está tentando
entender.
Mas, de alguma forma… isso também amadurece.
Transforma.
Fortalece.
Ensina.
Ainda assim, fica a pergunta:
Até que ponto você está preparado para a sua própria
morte?
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